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”Cavaleiros” - A
fanzinemania
Número
gigantesco comprova: o
Japão é atualmente o país que mais produz e
consome quadrinhos e animação no
mundo. Para se ter uma idéia, só na área de
quadrinhos calcula-se que o mercado
da cidade de Tóquio equivale só a todo mercado existente
no Brasil! Trata-se de
um mercado tão grande e competitivo que produtos e área
afins acabam se valendo
desta atividade. Brindes, brinquedos, papelaria e fanzines são
as atividades
que mais trabalham com os quadrinhos e a animação no
Japão. Boa parte do
crescimento deste mercado se deve ao fenômeno “Saint Seiya”, nome
pelo qual a
série “Cavaleiros do Zodíaco” é conhecida no
Japão. Até 1987, quando os
“Cavaleiros” chegaram à TV Japonesa, os fanzineiros (grupos de
desenhistas
amadores ou profissionais que fazem quadrinhos e publicam seus
trabalhos por
seus próprios meios) já existiam, mas em número
pequeno e quase sempre, ligado
a fã-clubes de estudantes. O sucesso dos “Cavaleiros” causou uma
verdadeira
explosão de fanzines e tornou popular o estilo e a linguagem
“Aniparo” do
inglês “Animation Parodies”, ou seja, histórias que
parodiam (tiram sarro) de
personagens consagrados em desenho animado. Alguns desses fanzines
chegaram a
ter tiragem de revistas normais (mais de 10 mil exemplares por
mês) e são
produzidos com recursos profissionais. Em alguns casos, os trabalhos
atingiram
um grau tão alto de qualidade que as editoras decidiram
“oficializar” essas
HQs, regularizando os direitos autorais e republicando essas
histórias na forma
de coletâneas.
Por
outro lado, muitos fanzines
acabaram virando “caso de polícia”, por fazerem histórias
que difamavam a
imagem dos personagens e obtinham elevados lucros com a venda dos
fanzines, sem
regularizar e pagar os direitos ao criador dos personagens.
Em 1989, ocorreu um caso famoso em
que para prender um
grupo de fanzineiros pirateadores dos “Cavaleiros”, a editora infiltrou
um
“agente” entre eles que ajudou a polícia nas
investigações. No Japão, a editora
Fusion Products Inc. Acabou se especializando na
“oficialização” de histórias
publicadas em fanzines. Só de HQs ligadas aos “Cavaleiros”, ela
publicou
coletâneas divididas por temas: “Seiya ni Muchuu” (Louco por
Seiya) – histórias
em que Seiya é o personagem principal; “Seiya Big Battle” –
duelos e pancadaria
estelar; “Seiya Kiki Ippatsu” (Seiya Por Um Triz) – os cavaleiros
escapando de
situações de perigo; “Seiya Paradise Night” –
“Cavaleiros” só para adultos,
histórias de conteúdo erótico; “Seiya Toy Box” –
HQs diversas com os
“Cavaleiros”; “Seiya Rankiryuu” – enredos sérios com os
“Cavaleiros”, batalhas
ferozes e tramas intrigadas.
Além
dessas publicações, existe
também a revista “Aniparo Comic”, da editora Minami Shobo,
especializada em
paródias e HQs bem-humoradas com personagens de desenhos
animados. Claro que
muitas das histórias desta revista foram dedicadas aos
“Cavaleiros”...
Cristiane
A. Sato.
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A. Sato
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