A 3ª Convenção Nacional de Mangá e Animê – MangáCon III, foi realizada no dia 11 de outubro de 1998, em São Paulo, com sucesso absoluto.

Mais de mil pessoas superlotaram os dois andares do evento, cantaram junto com Celina Yamao e o grupo The Face, e Luís Henrique (cantor dos temas do Yu Yu Hakusho) e sua banda.
Aplaudiram o show dos dubladores apresentado por Élcio Sodré (que fez a voz do Shiryu dos Cavaleiros) e Gilberto Baroli (Saga), que contou com a participação especial de Christiano Torreão, dublador de Hiei de Yu Yu Hakusho.

Além disso, apresentação de softbol do São Paulo Giants, com as meninas de 11 e 12 anos, e o show de kendô, o caminho da espada, comandado pelo mestre Kishikawa, 7º grau e vice-campeão mundial, e representante no Brasil da Escola Suiõ (a mesma de Itto Ogami, do Lobo Solitário); completaram a parte dos shows.
Aliás, o próprio público deu um show à parte, comparecendo com suas fantasias prediletas. O Concurso de Cosplay contou com 82 participantes!

Élcio Sodre recebeu uma homenagem da Abrademi, merecendo o troféu Seiyu – Dublador, e o desenhista e editor Paulo Fukue recebeu o troféu Mestre do Mangá, pela sua contribuição na área de quadrinhos onde introduziu as técnicas do mangá, ainda na década de 60. Paulo Fukue foi editor da Editora Edrel, que publicou, entre outros títulos: Samurai, Ninja e Fikom, todos com desenhistas brasileiros.

Infra-estrutura

À noite, o AnimeDance, baile de encerramento, movimentou a moçada, distribuindo diversos prêmios. MangáCon III teve o patrocínio de Mundial Filmes, Fast Printing Shop e Notícias do Japão, além do apoio da TV TBS, Tokyo Broadcasting System.
A comissão organizadora da MangáCon, formada por diretores e membros da Abrademi, preocupou-se em oferecer o melhor evento possível, agradável, e ao mesmo tempo muito tranqüilo. Para isso, contratou a equipe Dragão de segurança profissional (o público da Abrademi é otimo e comportado, mas sendo um evento aberto, havia a necessidade de garantir segurança total).
Felizmente não houve nenhum incidente que exigisse a atuação dos seguranças. Ocorreu apenas um pequeno caso, onde a coordenação tomou conhecimento de que alguém estava vendendo alguma coisa escondido no banheiro. Um rapaz estava vendendo CD’s ilegamente. Ele alegou que estava apenas mostrando para os amigos, mas tinha oferecido por R$ 14,00 para um membro da Abrademi, e estava com a mochila cheia de CD’s iguais, além disso, como é que se mostra o conteúdo de um CD sem usar computador? A história não convenceu os coordenadores do evento e ele foi orientado a deixar tudo no guarda-volumes. Medidas como esta, apesar de desagradáveis, serão sempre tomadas energicamente, pois para um evento de porte da MangáCon, realizado em espaço privado (cujo aluguel custa caro), ser viável, só graças aos patrocinadores e lojistas, que investem no evento. Por isso não é qualquer pessoa que pode vender dentro da MangáCon. É a mesma coisa você ter uma loja, divulgar, trazer o público, se preocupar com tudo e um desconhecido montar uma barraquinha dentro da sua loja.
Outra preocupação dos organizadores foi com a saúde dos participantes. Se fizesse muito calor, algumas pessoas, que vieram de longe e não se alimentaram direito poderiam passar mal. Por isso a Abrademi montou uma sala de enfermaria, com leito e todos os remédios para primeiros socorros. Além disso, para casos mais complicados, havia a enfermeira Márcia (que estava na lanchonete), e o dr. Jorge Kishikawa, de kendô, que é médico.
O sucesso da MangáCon III é o resultado de um trabalho em equipe e muito profissionalismo, pois a Abrademi começa a divulgar com 10 meses de antecedência, quando faz a reserva e paga o


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