|
8º Festival do Japão
Nos dias 15, 16 e 17 de julho de 2005,
ocorreu o VIII Festival do Japão,
no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo.
Organizado pela Federação das
Associações de Províncias do Japão no
Brasil, com apoio do Consulado Geral do
Japão em São Paulo e da Fundação
Japão, este ano o evento teve como tema
principal "Mangá e Animê". Concebido para ser uma ampla
experiência
do que o Japão tem de típico em cultura, culinária
e produtos, o evento atraiu
150 mil pessoas ao Centro Imigrantes, o que causou enorme
congestionamento na
Rodovia dos Imigrantes e nas avenidas Bandeirantes e Ricardo Jafet,
principais
vias de acesso da zona sul de São Paulo.
Na área cultural, foram montados
estandes que abrangeram temas como a
cerimônia do chá, a confecção tradicional de
pipas gigantes, a caligrafia
tradicional, a fabricação dos sofisticados papéis washi, as especialidades de Okinawa e muitos outros
assuntos.
Empresas nipo-brasileiras e japonesas também se fizeram
presentes. As gigantes
Toyota, Honda e Panasonic fizeram lançamentos de seus podutos.
Uma ampla e
variada praça de alimentação com especialidades de
províncias do Japão (muitos
pratos que não se encontram em restaurantes) atraíram
enorme interesse. No
palco principal, houve várias apresentações de
danças folclóricas, grupos de
taiko e de yosakoi soran, misto de
dança tradicional com música de ritmo pop que está
atraindo a moçada. Filas e
congestionamento de gente no evento foram inevitáveis.
Convidada pela organização para
promover as atividades-tema do evento, a
ABRADEMI ocupou um estande de 200m2. Sob o tema "nostalgia", montamos
uma exposição com painéis de animês e
séries live-action que fizeram mesmo quem
não é fã voltar à infância, com as
músicas-temas dessas séries tocando de
fundo. Estando numa área elevada, reservamos parte do estande
para usar como um
palco secundário, onde o Grupo
Teatral Hokage, o Grupo Zen Taiko
e os campeões
de yoyo extreme da Associação
Brasileira de Ioiô se revezaram em várias
apresentações e arrasaram. As
editoras Conrad e JBC montaram pontos de venda em nosso estande, ao
lado da
Brincos de Origami (novidade interessante: minúsculos origamis
rígidos e
brilhantes montados na forma de brincos). Workshops de desenho
clássico e de
mangá foram ministrados pelos professores da Escola Atelier, e
quem quisesse
ter uma caricatura de si bastava posar por alguns minutos para os
desenhistas
da Japan Sunset. Os mágicos do Oriental Magic Show deram uma
apresentação
bastante aplaudida pelo público, que adorou ser iludido.
Nos poucos intervalos entre uma
atração e outra, fizemos mostras de
vídeo para demonstrar a qualidade da nova linha de equipamentos
da Panasonic
Home Theater, DVD e Flat TV LCD 50" (deu medo de perguntar quanto
custava
aquilo tudo). Mesmo com toda a movimentação e barulho no
estande, grupos se
formaram diante do imponente sistema. Dos muitos clipes apresentados, o
que
parece ter agradado mais, curiosamente, foi o da série
live-action da
"Sailor Moon". Adultos e crianças paravam para assistir
(é preciso
considerar que no Festival o público é majoritariamente
de famílias e pessoas
normais). Montamos um balcão de 3 metros para atender
dúvidas, dar informações
e distribuir folhetos: divulgação dos DVDs dos
"Cavaleiros" e
"Yu Yu Hakusho", e do filme "Castelo Animado" o último
longa de Hayao Miyazaki. A Daniela, a Célia, o Allen, a Adriana
e a Andrea, entre outros,
atenderam o público durante o evento.
No auditório principal foram feitas
palestras e um debate. Sonia Luyten,
além de falar sobre mangá, também promoveu o livro
"Cultura Pop Japonesa:
Mangá e Animê", compilação de palestras e
debates realizados no I
Seminário Internacional de Cultura Pop Japonesa - Fórum
Mangá, organizado pela
Sonia em 2003 em Santos. Cristiane Sato falou sobre animê e
coordenou um debate
sobre a animação atual com os diretores Walbercy Ribas
(conhecido diretor de
animação na publicidade brasileira, produtor de "O Grilo
Feliz") e
Megumu Ishiguro (diretor de animação japonês,
responsável pelo estúdio Dõga
Kobo), que veio ao Brasil através da Fundação
Japão promover o primeiro
longa-metragem produzido por seu estúdio, "Kahei
no Umi" (O Mar de Kahei), inspirado num livro sobre a
história real de
Kahei, líder de uma comunidade de pescadores em Hokkaido no
final do séc.
XVIII, época na qual a Rússia já disputava
territórios com o Japão. O animê foi
exibido antes do debate.

No último dia, um vendaval causou
alguns estragos no evento, chegando a
derrubar um grande torii cenográfico
que foi instalado na entrada do Centro Imigrantes. A ventania abalou as
divisórias de vários estandes, inclusive o nosso.
Decidimos retirar o material
exposto nas divisórias e desmontá-las antes que
alguém se machucasse.
Excetuando este contratempo, tudo correu bem, mas este final feliz
não foi obra
do acaso. Quando literalmente várias divisórias
ameaçavam voar, dezenas de
jovens voluntários formaram paredes humanas segurando as
divisórias e dirigiram
o público para locais protegidos. Agradecemos a todos que nos
ajudaram, naquela
hora e durante todo o evento, em especial ao Alexandre Sonoki, o Daniel
Takaki
e o Fausto Shiraiwa, líderes do "Seinen Liberdade" que
coordenaram os
voluntários no Festival do Japão.
O estande da ABRADEMI
foi certamente o lugar mais fotografado de todo o
evento, mas um único ítem ganhou o título de
campeão de fotos do Festival: o
boneco em tamanho real do Ultraman. Nós o instalamos num lugar
que por si já
chamava enorme atenção - no meio do topo da arquibancada
central, onde montamos
nosso palco, como se ele estivesse poderosamente observando todo o
resto do
evento a seus pés. Formavam-se filas para tirar uma foto ao lado
do Ultraman.
Ele vivia cercado de gente - visto de longe, parecia uma celebridade.
Foi
divertido observar a reação das pessoas. Teve gente
abraçando e beijando o
boneco. Maior barato!
|